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https://www.youtube.com/c/marcosferreirasantosoficialmitomusica

para ouvir spotify

Em 2020 houve o lançamento dos álbuns "arkheophonias - antologia sonora 40 anos - vol. 1 & vol. 2" disponíveis nas plataformas musicais (spotify, deezer, youtube, etc) do livre-docente do lab_arte da faculdade de educação, prof. dr. marcos ferreira-santos, professor de mitologia e também professor visitante de mitohermenêutica em universidades da espanha e américa latina, assessor para as questões de "sumak kawsay" no Ecuador; autor de "crepusculário" (zouk, 2a. ed., 2005), e em co-autoria com rogério de almeida: "antropolíticas da educação" (galatea, 3a. ed., 2019) e "aproximações ao imaginário: bússola de investigação poética" (képos, 2012).

Os álbuns são resultado de mais de quatro décadas de investigação e intervenção poética, inter-étnica e político-social, como folklorista e como professor de mitologia, com financiamentos pela FAPESP, CAPES, Fundo de Cultura e Extensão-USP, Ministério de Educación, Cultura y Deportes de España, Universidad de Deusto (bilbao, país basco), Universidad Ramon LLuhl (barcelona), Universidad Complutense de Madrid, Universidad Autónoma de Madrid, Universidad Nacional de Educación de Ecuador, IAEN - Instituto de Alto Estudios Nacionales de Ecuador, Universidad de Talca y Universidad de Concepción (chile), pós-graduação em ciências da religião da Universidade Federal da Paraíba (UFPB) e do convervatório musical da Universidade Federal de Pelotas (UFPel).

Radicado na zona rural da região da serra da cuesta (próximo a botucatu, 200 km de são paulo, os dois volumes desta obra do professor marcos ferreira reune canções com um amplo espectro de ritmos como huayno andino, ghazal indiano, purahei jahe'o guarani, nawwari libanês, mantras védicos, toré kariri-xokó, martxa eskalduna, ditiritambo grego, trova medieval latina, chamamé, milongas, baguala e vidala do noroeste argentino, barravento, kirtan sufi, ciranda praieira e catira caipira indígena entre outros. Assim como nas investigações e docência em mitologia comparada, a paisagem sonora estabelece diálogos entre os mitos de origem dos instrumentos musicais, suas atualizações em manifestações populares e sua perenidade ancestral, permeada pela veia mitopoética no processo de criação em camadas superpostas em diálogo vertical, influenciado nos arranjos, sobretudo, por pandit ravi shankar (1921-2012), jorge milchberg (1928- ), argentino fundador do grupo parisiense Los Inkas/Urubamba (desde 1956), guamary/arak pacha (chile, desde 1980) e elomar figueira mello (vitória da conquista, 1937- ).

Conta com a participação especial da guitarra de iago pedroso (symptomen), coral canto de todos os cantos (lab_arte - feusp) sob regência de lucymara apostólico, coro discente da UNAE - universidad nacional de educación (ecuador), vozes de:

fabiana rubira,

lais schalch (núcleo de dança indiana do lab_arte e bailarina de bharatanatyam),

lorena galati,

fernanda coimbra,

luisa carvalho (também flautas transversal e pífaro),

andré luis pereira (também gaita),

renata ferré,

dandara ferré,

zoé ferré,

sophie arenhövel (alemanha)

marlon cruz (também tanquedrum e dendél),

raissa corso padial (também berimbau de boca),

ronnie de almeida (violacaipira),

vktor aijö (voz e canto bifônico mongol),

leo liberti (piano),

rogério de almeida (teclados),

grupo uruá e grupo opus (1986),

vozes incidentais em homenagens com gravações históricas:

violeta parra (chile)

victor jara (chile)

lhasa de sela (mexico/canadá)

aleka kannelidou (grécia)

chandralekha patel (índia)

istvan sky (hungria)

ravi shankar (sitar, índia)

dorival caymmi

milton nascimento

Canções antigas desde 1979 na militância contra os golpes militares (chile e brasil) e no compromisso com a causa indígena dos povos originários (américa latina, ásia central e arquipélagos do pacífico sul - uchinanchu e ainu), quando ainda utilizava o pseudônimo de "arauco, el brujo". Há registros históricos remasterizados e releituras atuais de suas canções com instrumentos orgânicos e indígenas (afroameríndios e orientais) como as flautas quena, quenacho e tarkas bolivianas, antaras (zampoñas) andinas (toyo, sanka, sobresanka, mawta, rondador), bansuri indiano, flautas xinguanas, pinkullo e dulzainas ecuatorianas, ocarinas colombianas, sheng e dizi chinesas; além das cordas: charango boliviano, cuatro venezolano, viola caipira em afinação de rio abaixo, barbiton (lira de sappho), morin khur mongol (violino cabeça de cavalo), er-hu chinês, alaúde egípcio com afinação libanesa, rabeca cangaceira; e tambores como: wankar andino, tinya tucumana, bombo leguero argentino, alfaia litorânea, caixeira do divino, atabaques yorubá, tabla indiana, tengri mongol (tambor shamânico), tambor sioux, udu peruano (ânfora de barro), calabazón malinense, txalaparta basca, cajón peruano, darbaki marroquino, cultrum mapuche e amplo leque de efeitos percussivos e sonoros orgânicos para uma paisagem sonora.

como decorrência da translinguística poética mítica que realiza nesta "cordilheira poética" (como lembraria o poeta joão de jesus pas loureira),as canções de marcos ferreira-santos transitam em criações em português, espanhol. inglês, francês, árabe, mongol, tamil, mandarim, bengali, basco (euskera), grego, nihongo, latim, húngaro, hindi, alemão, uchinanguchi, quéchua, mapugundun e guarani.

A produção sonora está a cargo do técnico iago pedroso (fatec/tatuí) em seu "estúdio 8", da cidade de tatuí/sp (@iago.pedroso), que com grande competência compreendeu bem a proposta inter-étnica disponibilizando uma microfonação original para captar a paisagem sonora proposta. Resultante das conversas de estúdio, deve sair ainda uma série de vídeos em que se apresentam alguns dos instrumentos e microfonações utilizadas, batizadas de "conversas de estúdio" ampliando o alcance do resultado destes anos de investigação entre mito & música. Outras gravações são históricas de shows ao vivo nos anos 80 e conversas-musicais mais recentes da década de 2010 a 2020, além de produções domésticas no estúdio de seu sítio "niao chao toutujur" (serra da cuesta).

Tendo participado na fundação da uni - união das nações indígenas em 1980, ao lado de parentes queridos, como ailton krenak, marcos terena e outros, e em especial, desde que apresentou a "missa da terra sem males", no tuca (puc-sp) em 1982, ao lado dos autores, saudoso dom pedro casaldáliga, pedro tierra e o cantautor argentino, martin coplas, além do coral luther king, na época sob regência de regina lucatto, a defesa inter-étnica e intercultural passou a ser uma "arma" poético-musical face a intolerância e o assassínio de povos afroameríndios. Como lembra o autor, na semana seguinte àquele evento, durante um dos primeiros congressos de direitos humanos ainda sob a ditadura, o teatro do tuca foi criminalmente incendiado pela extrema direita. É em função destas memórias e ações necessárias nesta "nova idade média" que o autor segue a lição do lider kainkang, angelo kretã, em uma roda de chimarrão na aldeia de mangueirinhas (paraná), pouco antes de ser assassinado (1980) pelas empresas madeireiras: "nossa imortalidade, se é que existe, está nos olhos de nossos filhos de barriga ou não; pois a palavra-alma é mais forte que a morte".

O intervalo grande entre a última gravação em estúdio de seu LP "sangue novo" em 1986 e o retorno em 2019 para este projeto, se deu em função da militância docente na formação de educadores, tendo participado da fundação do cice- centro de estudos sobre imaginário, cultura e educação (1994) e o lab_arte - laboratório experimental de arte-educação & cultura (2004), na faculdade de educação – usp, onde consegui aliar a investigação mitológica de caráter intercultural com as intervenções em arte-educação.

Ainda em 2020 deverá ser lançado no segundo semestre de 2020, o audiobook "koe'ti - mitopoéticas 45 anos"; também em dois volumes

assim como os três volumes em fase de diagramação do livro "cantiga leiga para um rio seco misturado de poente & outras mitologias", resultado das teses de doutoramento (1998) e de livre-docência (2003) com as investigações sobre os territórios míticos quéchua (andino), guarani (terras baixas) e basco (euskal herria) e criações poéticas decorrentes das investigações, convívio e militância com as comunidades tradicionais (bhaktas, ameríndias, chinesas, mongóis, gitanos, aldeias afrodescendentes na américa do sul e península ibérica).

Para quem deseja se aproximar desta área de investigação e criação, acompanhe a agenda

contatos: marcosfe@usp.br - www.marcosfe.net

Álbuns disponíveis gratuitamente nas plataformas musicais (spotify, deezer, etc...) e em seu canal youtube

- se houver interesse em ministrar um curso ou master class em sua unidade, está disponível para agendar datas sempre com videos-conversas - por estar na zona rural (onde não há rede de fibra óptica) e os sinais de internet e telefonia são precários (satélite ou rádio), não há como participar de foros síncronos - em tempo real (google meet, zoom, moodle, etc...)

marcosfe@usp.br

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